VAMOS ESCREVER ENTÃO? - TOP 10 MELHORES FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA

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Hoje dou um grande passo para o declínio do meu ser e começo a escrever sobre cinema, assunto constante em minha vida e que persiste em se fazer presente.
A verdade é que após uma imensa coleção de filmes que se assiste, você aprende com eles. Muitas vezes mais do que com pessoas e fatos da nossa vida. Acredite.
De modo que, um filme para alguém que constantemente se vê apaixonado pela sétima arte, sempre será uma boa pedida e um bom professor.
Então deixarei a vergonha inútil de lado e começarei o primeiro tema para o primeiro post.

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Dê um play e confira uma "palinha" de todos eles:



Esse elogiado suspense de ficção científica foi inspirado nos eventos que passaram-se no Sexto Distrito, na Cidade do Cabo, durante o apartheid.
O filme conta a história de uma nave espacial que paira sobre a África do Sul, onde um grupo vai ao encontro da nave e descobre centenas de alienígenas malnutridos ou "camarões" (como os humanos referem-se à eles). A Terra se dispõe em ajudá-los e os colocam em um campo refugiado chamado de Distrito 9, os proibindo de se misturar com a população em geral.
O estilo de documentário ajuda na autenticidade do filme, aumentando a empatia do público em relação ao sofrimento dos alienígenas. "Distrito 9" é um filme inteligente, com ótimas metáforas como xenofobia e segregação, misturando política, emoção, humor e ótimos efeitos especiais criando um filme fluido e completo.


Um milionário ligeiramente maluco criou o mais radical dos parques temáticos em uma ilha remota e quer oferecer uma prévia a poucas pessoas: dois paleontólogos, um matemático e seus próprios netos. O parque cheio de dinossauros, recriados atráves do DNA sugado de um inseto preso num fóssil, mostra diversas espécies numa exuberante ilha com efeitos especiais da época nunca visto antes.
O filme é um clássico, sendo que após 22 de sua estreia consegue ser mais novo que o último filme sobre dinossauros lançado. Fecho os olhos e lembro da cena da cozinha, onde os velocirraptors tentam achar as crianças, a cena que aparece a primeira vez o T-Rex saindo da área restrita e atacando os passageiros, e principalmente a cena final de embate entre os dinossauros mais ferozes do filme. Não é atoa que faturou mais de 900 milhões de dólares, tornando-o na época o filme com maior bilheteria mundial.
Embora os astros sejam os dinossauros - principalmente o T-Rex e os velocirraptors - o crédito do sucesso vai todo ao diretor Steven Spielberg, que graças a sua capacidade visionária nos concedeu uma de suas muitas obras primas e marcou para sempre como um dos mais originais e rejuvenescedores filmes de ficção científica de todos os tempos.



O título do filme refere-se à uma expressão usada na teoria do caos que denomina que cada momento da vida, como um simples bater de asas de uma borboleta, afeta drasticamente qualquer evento no futuro.
Ashton Kutcher interpreta Evan Treborn, estudande universitário, que sofre abusos psicológicos e sexuais ainda na infância. Ele descobre que tem o poder de viajar no tempo para habitar sua antiga personalidade (ou seja, sua mente adulta habitada em seu corpo jovem) para mudar fatos do seu passado. O que ele não esperava é que modelando sua história de vida ele afeta drasticamente eventos atuais, o forçando a regressar novamente ao período da sua infância - o qual considera o mais turbulento - tentando ajeitar suas histórias até chegar onde gostaria.
O filme apesar de ser considerado ficção científica, é um tremendo drama. O recurso de viagem no tempo apenas tenta mostrar ao espectador que qualquer memória, decisão, trauma e fatos de nossa vida tem grande repercussão do que vai acontecer hoje e que graças a isso tornaram quem você é.
Apesar do filme na época não ter sido bem recebido pela crítica, foi, no entanto, um sucesso de público faturando mais de 96 milhões de dólares. "Efeito Borboleta" pode não ser o mais marcante dentre tantos clássicos de ficção científica, mas com certeza é um dos melhores que usa um recurso do gênero para contar uma história que todos podem se identificar.


Christopher Nolan já nos mostrou em filmes como "Amnésia", trilogia do Batman e "A Origem" do que é capaz. Junto com seu irmão, Jonathan Nolan, escreveram o roteiro de "Interstellar", que já estava escrito desde 2007.
De início temos a relação do protagonista Cooper (Matthew McConaughey) com sua filha Murphy (não divulgarei a atriz por motivos de spoiler), ponto que considero trivial para a compreensão e empatia do filme. A Terra está em caos, sofrendo constantemente ataques de tempestade de areia e pó, tornando cada vez mais inabitável viver. Eis que Cooper decide - juntamente com uma equipe de astronautas - viajar através do espaço a procura de num novo lar para humanidade. Temos aqui nosso filme. Mas não se engane ao pensar que é apenas um filme espacial com ótimos efeitos especiais (o que já seria ótimo para quem gosta do gênero), ele é além e além...
Em tantas camadas é retratado afeto, saudade, mágoa, amor incondicional, dedicação, derrota e uma série de acontecimentos combinado com uma ótima equipe de atores - como Anne Hathaway, Matt Damon, Michael Caine, Jessica Chastain e Ellen Burstyn. 
De brinde nos oferece um final de explodir nosso cérebro e pensar se tudo que assistimos foi real ou apenas um delírio. Imperdível!


Graças ao trabalho do Stanley Kubrick, ao realizar este filme, é que grande parte dos filmes de ficção científica existe.
Repare no ano de lançamento: 1968. E os efeitos continuam atuais, sem exageros. Sim, é simplesmente surpreendente.
Antes mesmo de nascer Christopher Nolan, diretor de "Interstellar", este filme usou o trabalho técnico impecável e juntou com um ótimo roteiro, concedendo uma história que é de "pirar o cabeção", nos fazendo refletir o significado da existência humana. Christopher Nolan deve agradecer todos os dias ao Kubrick por pegar as referências deste filme, fazer o seu próprio e se consolidar como um dos maiores diretores atuais.
Um artefato de evidente origem extraterrestre detona e monitora estágios cruciais na jornada do homem, de macaco até explorador das estrelas. Milênios mais tarde, é descoberto o artefato que emite alarmantes sinais de ondas curtas em direção de Júpiter. Uma expedição de astronautas, para investigar  este artefato, é sabotado pelo computador psicologicamente perturbado (e um dos maiores vilões do cinema) chamado HAL. Daqui por diante, uma série de aventuras e cenas que causam claustrofobia entram em ação, com a famosa música de Beethoven à um filme que ficou conhecido por ser de difícil compreensão, porém pioneiro em sua época.


Adaptação do livro "Do Androids Dream of Electric Sheep?", o filme se passa numa decadente e futurista cidade de Los Angeles em novembro de 2019.
Levou 14 anos para chegar ao cinema e mais outra década, após seu lançamento, para ser reconhecido como uma obra-prima de ficção científica, graças ao lançamento da versão do diretor - Ridley Scott (diretor do primeiro filme do Alien, lembra?) - em 1992, que os críticos e o público o aclamaram. 
Neste mundo habita o detetive Deckard (Harrison Ford - também Indiana Jones e Hans Solo), à procura de replicantes de humanos, que são chamados de blade runnersCheio de simbolismo, o filme gerou debate entre os fãs e críticos ressaltando a referência religiosa, citando exemplos como a cena que o replicante fura sua mão com um prego como uma figura de crucificação, e com Tyrell (Joe Turkell), criador dos replicantes, servindo como figura de Deus supervisionando todas as suas criações.
Resultou em um filme elogiado pelo desenho de produção e a visão espetacular de uma Los Angeles sombria e iluminada por néon.
"Blade Runner" é, sem sombras de dúvidas, o filme do gênero com mais duplicidade e mensagem a se passar de toda lista. Com ótimas cenas de ação e referências de filmes noir de detetive, misturando o passado e o futuro para alertar o nosso presente.


A primeira coisa que você deve saber sobre o longa de Alfonso Cuarón, vencedor de 7 Óscars incluindo melhor diretor, é que toda sua qualidade e extensão deve ser assistida em 3D e na maior tela possível.
Boa parte da grandeza deste filme, não vou mentir, é sua qualidade técnica. Os efeitos especiais em 3D são absurdos e você tem a sensação de que os cinco reais a mais que gastou foram os mais bem investidos na vida.
Outro fator que ajuda na qualidade do longa é assistir a melhor atuação da carreira de Sandra Bullock, interpretando a protagonista Dra. Ryan Stone. Visto que tem somente sete atores no elenco, sendo que mais de 70% do filme apenas a protagonista aparece. Bullock, com a responsabilidade de carregar o filme sozinha, trás toda a agonia e aflição da personagem para as telas com uma atuação cronometrada e ao mesmo tempo simplista. Você sente a agonia dela, o filme é totalmente claustrofóbico e dá a impressão que o espectador está também perdido no espaço.
O roteiro simples, porém preciso, conta a história da protagonista acompanhada do veterano astronauta Matt Kowalski (George Clooney, que divide a tela com Bullock o restante dos 30%) numa expedição para realizar reparos no telescópio espacial Hubble. Porém, não contavam que a Rússia abateu um satélite desativado deles com um míssil e o impacto gerou uma reação em cadeia que provocou uma nuvem de detritos espaciais viajando em alta velocidade em direção à nave Explorer, o "ônibus" espacial onde estavam.
"Gravidade" tem um roteiro bastante simples, com efeitos especiais impecáveis e uma atuação competente de sua estrela. A direção perfeccionista resulta em um dos melhores filmes dos últimos anos e garante um lugar em qualquer lista de ficção científica.



Christopher Nolan talvez seja o diretor atual que mais sabe fazer um filme complexo e de importância cinematográfica junto com alto grau de entretenimento, tornando facilmente seus filmes sucessos de bilheteria e de crítica.
E com "A Origem" não é diferente. Leonardo DiCaprio interpreta o protagonista Dom Cobb, que junto com seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são espiões corporativos especializados na arte de "extração": invadem o inconsciente humano para extrair segredos mais profundos. Cobb desesperado para voltar para os filhos, já que os abandonou por ser acusado de espionagem, aceita uma nova missão. Mas desta vez não é a "extração", e sim a "infiltração": implantação de uma ideia no inconsciente de uma pessoa de modo que ela ache que é sua ideia própria.
O filme funciona em todos os sentidos. Funciona como ficção científica através de uma ideia super original só podendo ser pensada e executada pela mente do Nolan. Funciona como um filme de ação e suspense, já que conforme os personagens entram no inconsciente das pessoas se deparam com as mais remotas ideias e sonhos, e é aqui onde entra as cenas absurdas e incríveis do filme. Funciona como drama, visto que o próprio protagonista enfrenta seu inconsciente e traumas do passado.
"A Origem" é completo! Tem cheiro de blockbuster, mas com grande relevância cinematográfica. E ao assistir, você nunca mais irá esquecer a ideia que foi implantada na sua cabeça.


Fazer uma lista de melhores filmes de ficção científica e não colocar "Matrix" é praticamente um crime. O filme não é só essencial para transformação deste gênero, mas para toda história do cinema.
Na véspera da virada do milênio, quando o mundo estava em expectativa com a chegada da nova trilogia de "Star Wars", a superprodução de ficção científica que captou a essência do final dos anos 90 foi "Matrix".
Em uma cidade anônima, certamente futurista, Thomas Anderson (Keanu Reeves) é o hacker Neo, sendo procurado pela inesquecível mulher de couro, boa lutadora de kong fu, Trinity (Carrie-Ann Moss), em nome de Morpheus (Laurence Fishburne). A dupla quer que ele se junte à rebelião contra a "Matriz": uma organização que abriga agentes de terno e óculos, sinistros e indestrutíveis, comandados pelo Smith (Hugo Weaving). Neo descobre que a Matriz é na verdade o mundo que vivemos, uma realidade artificial criada pelas máquinas onde esses agentes controlam para que nenhum rebelde tente mudar isso.
O que difere este filme dos demais de ficção científica é a sua audácia e pretensão, com uma incrível coreografia de lutas, qualidade e força de efeitos especiais. Quem não se lembra das cenas de slow motion do filme? Pois então, a fotografia "Bullettime" faz esse efeito. Tudo isso serviu para aumentar significativamente o nível de sequência de ação em filmes de alto orçamento em Hollywood.


George Lucas ao alcançar o sucesso de crítica e público e mudar completamente a cultura pop com o primeiro "Star Wars", em 1977, carregava grandes expectativas para uma sequência. Será que vai ser melhor que o primeiro?
Três anos depois, veio a sequência e com ela trouxe a consolidação final de uma saga que atravessou todas as gerações desde então, fazendo na minha opinião e de muitos, o melhor filme do universo Star Wars.
O "Episódio V - O Império Contra-Ataca" tem mais personalidade. Não precisava mais introduzir os personagens e nem este mundo intergaláctico, isso foi tarefa do primeiro filme. Aqui os personagens foram aprofundados, trouxe mais ação em guerras espaciais e com um clímax inesquecível entre Darth Vader (na voz de James Earl Jones - o mesmo do Mufasa do Rei Leão) e Luke Skywalker (Mark Hamill), o ponto ápice que está no coração de toda mitologia "Star Wars".
Não está convencido?
Luke começa a descobrir seu destino como Jedi com a ajuda do misterioso Mestre Yoda (na época uma marionete), o romance da princesa Leia (Carrie Fischer) e Hans Solo (Harrison Ford) se intensifica, as interações cômicas dos androides C3PO e R2D2 roubam a cena, o maligno Império tem um novo conjunto de terrores tecnológicos contra os rebeldes e alienígenas cada vez mais surpreendentes fazem deste filme não só o melhor de todo universo Star Wars, mas o melhor filme de ficção científica que permanece com todos até hoje e com certeza um dos maiores filmes de todos os tempos por toda sua magnitude e relevância cultural.

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Espero que tenham gostado e obrigado por ler. Ainda estou aprendendo sobre como personalizar este blog e editar algumas imagens. Logo, logo, ficará melhorzinho! Se gostou, comente aqui e dê sugestões.

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