TOP 10 MELHORES VILÃS DO CINEMA

12:48 4 Comments


O que seria de vários filmes sem os seus vilões? Se não fosse por Hannibal Lecter em "O Silêncio dos Inocentes", Clarice jamais conseguiria prender o psicopata Buffalo Bill. Sem Lord Voldemort, Harry Potter seria apenas um menino bruxo como outro qualquer. Sem Darth Vader, Luke Skywalker não derrubaria o Império. E não só servem de grande ajuda na trama, como na maioria dos casos, são mais marcantes que os heróis.
Gosto tanto dos vilões que farei outra postagem só com os homens, mas desta vez serão só as mulheres. Não considerei na lista as vilãs de animações - como a Rainha Má, Malévola, Úrsula e Cruella de Vil - pois espero num futuro remoto fazer uma para elas também.
Então, venha conferir as minhas dez vilãs favoritas do cinema!


Em "Harry Potter e a Ordem da Fênix", Dolores assume o posto de professora de Defesa Contra as Artes das Trevas por ordem do Ministério da Magia. Sua época em Hogwarts é conhecida pela sua crueldade e pelas punições abusivas em relação aos alunos. Mostrando um certo sadismo, principalmente quando força Harry a escrever repetidas frases com uma "pena de sangue", que usa o sangue de quem escreve como tinta. Com a eminente ressurreição do Lord das Trevas, Dolores insista em dizer que Voldemort não tinha retornado dos mortos. Por causa deste fato, os alunos realmente queriam aprender a se defender de magia negra, porém sua metodologia consistia em teorias de magia defensiva por causa do medo paranoico de Cornélio Fudge (Ministro da Magia na época) de que Dumbledore pretendia usar os alunos de Hogwarts como um exército para derrubar o Ministério. Porém piora quando o diretor da escola, Alvo Dumbledore, é deposto e assume seu lugar instaurando uma verdadeira ditadura em Hogwarts.
Imelda Staunton cria uma personagem tão icônica ao ponto de ser mais odiada que o vilão principal. Com sua voz irritante e aguda, seu inflexível método de castigo nos alunos e nos professores e por se considerar superior aos mestiços, nascidos trouxas e criaturas de qualquer tipo, Dolores sempre será odiada pelos fãs de Harry Potter.


Quem é a bitch mais bitch de todas as bitches? REGINA! Sabe o termo "falsiane" que viralizou ultimamente na internet? Pois então, Regina George é absolutamente sinônimo desta palavra.
Quando Cady Heron (Lindsay Lohan), adolescente de 16 anos, chega na cidade de Chicago após anos morando na África com seus pais zoólogos, logo ela se depara no mundo do colegial. Ela conhece então um grupo de garotas conhecidas como "As Poderosas": Gretchen Weiners (Lacey Chabert), Karen Smith (Amanda Seyfried) e a diabólica rainha-abelha Regina George (Rachel McAdams). O filme foi baseado no livro de não-ficção "Queen Bees and Wannabes", que descreve o comportamento e segregação das garotas no colegial e o efeito que a popularidade social exerce sobre elas.
O roteiro hilário, escrito pela divertida Tina Fey, suaviza de certa maneira a percepção de maldade e crueldade cometida pela mega popular Regina. Mas não se engane, Regina sente prazer em humilhar e se sentir melhor que as outras pessoas. Até mesmo com seu grupinho de supostas amigas, já que é uma verdadeira ditadora da moda e constantemente as repreende.
Cady inicialmente se infiltra no grupo das poderosas para descobrir os segredos delas e contar para os seus amigos não-populares, mas é aí que ela se vê tão fútil e má quanto suas "novas amigas". Após descobrir os planos de Cady, Regina com seu talento para dissimular as situações, se vinga da maneira mais brilhante possível: faz com que todos odeiam Cady por causa de um livro que a própria Regina criou para falar mal dos alunos e dos professores, acusando a protagonista de ser a autora. Bitch! Não é mesmo?


Quando sua filha, Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe), é constantemente estuprada pelo próprio pai desde a infância, Mary Lee Johnston (Mo'Nique) como mãe ao invés de protegê-la e denunciar o marido, ela culpa e humilha fisicamente e verbalmente a própria filha por puro ciúmes e inveja. O que mais precisa ser dito para ela se tornar a pior pessoa do mundo? A realidade incomoda e o filme trás a missão de jogar na cara todos os privilégios que desdenhamos.
Mo'Nique, numa atuação brilhante que lhe rendeu o Óscar de Melhor Atriz Coadjuvante, dá vida à uma mãe intragável, daquelas que não conseguem despertar nenhum tipo de sentimento positivo nem quando tenta se justificar em uma cena perturbadora e angustiante.
A figura do pai abusador tem seu papel ocultado pela presença dessa mãe megera. Porém, embora ela tenha se apresentado extremamente inadequada e responsável em grande parte pelo sofrimento de Preciosa, é perigoso que esta personagem ressalte de modo excessivo encobrindo a relação do pai, o qual se comportava de forma tão inadequada e digna de indignações quando à mãe conivente com o abuso sexual sofrido pela filha e, portanto, tão ou mais responsável pelo sofrimento da protagonista.


Sharon Stone foi para lugares que poucas atrizes da década de 90 iriam, se tornando um nome familiar como sua personagem que a catapultou para o sucesso: Catherine Tramell.
Após a morte de uma antiga estrela de rock, que teve seu corpo várias vezes perfurado por um picador de gelo, o caso é entregue ao detetive Nick Curran (Michael Douglas) e a principal suspeita é a ex-namorada da vítima, Catherine, atraente e manipuladora romancista. A morte de seu namorado aconteceu exatamente da mesma maneira em uma de suas obras publicadas, o que faz que tanto o protagonista quanto o público suspeitem ainda mais dela. A loira está sempre em total controle de todas as situações, mesmo quando ela está sendo interrogada por uma sala cheia de policiais, usando seu sex appeal - como a famosa cruzada de perna sem calcinha - como sua arma mais perigosa. Nick é completamente fisgado sob seu feitiço o filme inteiro. Será que ele conseguirá pegar o assassino(a)? Antes ou depois de fazer sexo com ela doze vezes? Será que ela é uma assassina mesmo ou apenas uma sádica viciada em morte, sexo e drogas?


O filme se preserva numa linguagem bem teatral, o que funciona neste caso, pois os protagonistas são verdadeiros atores da dissimulação. Até porque, o que é a Marquesa de Merteuil senão uma grande "atriz" engolindo seu próprio veneno?
A história é sobre dois libertinos aristocratas do século XVIII que se divertem através de suas conquistas baratas e de seus affairs ilícitos. A Marquesa de Merteuil (Glenn Close) e o Visconde de Valmont (John Malkovich) não respeitam nem a moral e nem os bons costumes. Eles se consideram acima de tudo e menosprezam a maioria das pessoas que o cercam. No entanto, apesar de passarem pelos valores da sociedade em que vivem, eles devem agir com cautela e dissimulação para não serem descobertos.
A Marquesa, como ela se define, é uma experiente na arte de manipulação e libertinagem. Completamente maquiavélica, ela encontra em Valmont um par perfeito para as suas artimanhas. Os acontecimentos de seus planos a tiram de sua monótona vida, onde se diverte com a desgraça alheia.


Helena Bonham Carter se superou total em interpretar a comensal da morte mais fiel do Lorde das Trevas, Bellatrix Lestrange, roubando todos os aplausos e cenas de uma saga que durou dez anos e mudou gerações.
Após a ressurreição de Voldemort, recebe a missão de pegar a famosa profecia na qual é profetizado que um menino irá derrotar o Lorde das Trevas no Ministério da Magia. Lá ela enfrenta Harry Potter e seus amigos e após um duelo acaba matando o padrinho de Harry, Sirius Black, logo quando o menino tinha se afeiçoado a única pessoa que ele podia considerar da família. Ainda tem mais: antes de ser presa e julgada após a queda de Voldemort, Bellatrix torturou os pais de Neville Longbottom até levar ambos a insanidade. Outra vítima de suas torturas é Hermione, que levou a maldição Cruciatus por ter arrombado seu cofre no banco bruxo Gringotes.
Visivelmente transtornada após longos anos trancada em Azkabam, com dementadores sugando sua alma, a bruxa repudia qualquer mestiço ou nascido trouxa - pessoas que tenham algum parentesco não-bruxo - os considerando inferiores e dignos de receberem a Maldição da Morte: Avada Kedavra.


Se Alex Forrest no filme "Atração Fatal" fez cada pessoa pensar duas vezes antes de trair sua esposa, Rosamund Pike no filme "Garota Exemplar" fez cada pessoa pensar duas vezes antes de se separar dela.
Concordamos que você ao ler isto certamente já viu esse suspense de David Fincher, não quero carregar a culpa de estragar a sua percepção do filme, pois o essencial deste longa é assisti-lo sem saber absolutamente nada do que se trata.
Nick Dunne (Ben Affleck) é casado com Amy (Rosamund Pike), porém no quinto aniversário de casamento deles ela desapareceu. O comportamento de Nick é estranho e logo ele é o principal suspeito do sumiço de sua esposa. Baseado no livro da autora e roteirista Gillian Flynn, o filme faz uma crítica magnífica ao sensacionalismo americano. Veja bem: Amy é loira, branca, inteligente, graduada em Harvard e conhecida nacionalmente por ser escritora de uma série de livros infantis onde retrata a si mesma como a "amazing Amy", ou seja, ela corresponde a todos os padrões mundiais de "mulher ideal" - o que visivelmente é uma dura crítica de que as pessoas são o que são independente do que é proposto como "ideal" pela sociedade. Jamais alguém acreditaria que a garota exemplar forjou o próprio sequestro para incriminar o marido como uma vingança a infidelidade dele. Até porque fora de quatro paredes, ela é a mulher e esposa perfeita que acena para os tabloides e jornais americanos.


Bette Davis é uma figura importantíssima no mundo do cinema, e na Era de Ouro de Hollywood (ver em 10 Deusas da Era de Ouro de Hollywood) encontrou o estrelato por interpretar grandes personagens femininas sem aquela vaidade típica das atrizes da época. E dentre tantas personagens, suas vilãs são as mais inesquecíveis. Não é atoa que sua reputação de arrogante cairia bem em um papel antagonista. Mas no final de sua carreira, no filme "O Que Terá Acontecido A Baby Jane?", ela se superou total.
Davis é Jane Hudson, atriz que atingiu a fama ainda criança e que ficou conhecida como "Baby Jane". Amargurada e louca por ter caído no esquecimento dos fãs, ela tortura sua irmã Blanche (Joan Crawford, curiosamente inimiga na vida real de Davis), pois esta conseguiu a fama e o prestígio de atriz durante bons anos até sofrer um acidente e parar em uma cadeira de rodas. Jane, envelhecida e distante do público, vive encerrada em uma mansão com sua irmã. Mas está disposta a brilhar novamente nem que para isso ela precise passar por cima de todos. E é aqui que Davis entregou uma atuação única que serviu de molde para tantas atrizes que retrataram vilãs, onde alucina e canta como uma criança tentando resgatar a única luz dos palcos que tanto teve na infância.


Glenn Close foi indicada ao Óscar de Melhor Atriz (perdendo injustamente para a Cher) por assustar todo homem casado como a stalker mais memorável do cinema. Pense duas vezes antes de arranjar uma amante, esta é a grande dica ao conhecer um pouquinho mais sobre esta personagem.
Dan Gallagher (Michael Douglas) é um advogado conceituado de Nova York que acaba se envolvendo "casualmente" com a sedutora Alex Forrest enquanto sua esposa (Anne Archer) está viajando. Porém, achando que foi um equívoco, considera o affair encerrado. Pensou errado! Alex não aceita ser ignorada. Nem hoje, nem amanhã e nem nunca! Nem que isso signifique destruir a família de Dan para ficar com ele. Com 36 anos, Alex nunca se casou e seu relógio biológico está correndo. Ela não quer ficar sozinha e por isso ela vai longe demais. Ferver o coelho de estimação da filha dele na panela? Invadir a casa dele no meio da noite com uma faca de cozinha? Milhares de telefonemas com tons de ameaça? Ok, alguém precisa de uma camisa de força.


Alguém consegue pensar em algo mais terrível do que passar um inverno trancado com esta enfermeira psicopata? Teria sido melhor para o autor Paul Sheldon (James Caan) congelar até a morte no acidente de carro que sofreu do que ser resgatado por sua "fã número um". Baseado no livro homônimo de Stephen King, "Louca Obsessão" rendeu o Óscar de Melhor Atriz para Kathy Bates no primeiro filme de horror/terror à levar um "careca dourado" em uma categoria de atuação.
Bates, em seu melhor papel, interpreta uma personagem complexa e com grandes nuances de humor. Por vezes, dócil e sonhadora e por vezes, agressiva e assassina. Esse misto de comportamentos extremos na personagem é importante para os eventos do filme pois conforme fica animada sobre os romances do seu autor/vítima, ela vai demonstrando uma estranha obsessão por ele. Sua devoção de fã é gigante, mas isso pode custar caro para seu ídolo.

4 comentários:

  1. Uma lista de melhores vilãs sem Phyllis de ''Pacto de Sangue'' não é uma lista de melhores vilãs, mas para falar a verdade, é a única que falta aí e eu arriscaria acrescentá-la na quarta posição, a mulher foi o capeta.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Rapaz, que lista!!! :D Mas tem um detalhe no texto que está equivocado: a Amy de Garota Exemplar não é a autora dos livros da série "Amazing Amy". Quem os escreve são os pais dela que os usam como uma forma de fazer com que a filha 'expurgue' pequenas falhas que ela cometa, o que a torna ainda mais perturbada. A Amy Dunne é autora de 'testes de psicologia' para revistas femininas.

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